terça-feira, 27 de março de 2012

Psicologia de boteco - Eu sou. Tu és. Ele é. Nós somos humanos



Não existe nada mais complexo e, nem mais fascinante do que o coração humano. E quando digo "coração", refiro-me ao termo poético para descrever tudo que nos compõe. Somos uma teia bem tramada de sentimentos, pensamentos e inúmeras nuances que provocam nosso comportamento em determinado momento.

Penso em atitudes que me incomodam e, de repente, olhando para o espelho, com cara de espanto, reflito também sobre o quanto de mim incomoda aos outros. Não deve ser pouco. Sou juíza de mim mesma, severa e perspicaz o suficiente para reconhecer. 

Admito também o contraditório. Somos ao mesmo tempo o mais correto e, o mais perigoso parâmetro de julgamento, pois existe uma linha tênue entre o que alguém é capaz de fazer e, aquilo de que nós mesmos somos capazes.

Minha mente é só devaneios. Então, não por falta de conteúdo - bom e ruim, mas por pura (e perfeita) oportunidade, divido com você, parte de um poema atribuído à Cecília Meireles que felizmente, traduz melhor que eu, sua opinião sobre os falhos seres humanos que somos:


"É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. 

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia. 
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua. 
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo. 
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar. 
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo". 




terça-feira, 6 de março de 2012

Mulheres - a romântica

É claro que eu sempre fui assim, mas naquela manhã de sábado, quando acordei com ressaca moral, senti, junto com os efeitos de uma noite mal dormida, uma espécie de estalo: "sou incorrigivelmente romântica".

Seria motivo de alegria e orgulho em outros tempos. Não agora. Agora não há mais espaço para sonhos e expectativas cor-de-rosa. A realidade é prática, está sempre com pressa e não tem tempo a perder bordando coraçõezinhos.

Eu bem que tentei... Lutei, chorei, esperneei e, argumentei: "não! eu quero ser assim, minha vida vai ser assim, já decidi!".

Ouvi os ecos de milhões de risadas na minha mente, debochando do meu atrevimento por achar que à essa altura da vida ainda poderia esperar pelo perfeito, pelo ideal.

"Recolha-se à sua insignificância e contente-se com o que tem. Quem você pensa que é para achar que merece mais do que isso? "

Pode haver voz mais cruel do que a da sua própria consciência num dia de tratamento de choque?

Deitei na cama novamente como quem não tem mais opções e, não me recordo quando foi que levantei. E, nem se levantei.

Eu sou forte. Mas, não tem jeito. Tive que chorar o luto de um cristal quebrado que mesmo depois de colado, perdeu o brilho e, foi parar no fundo de uma gaveta junto com todo meu otimismo.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Livrai-nos de todo doce, amém!

Depois de um milhão de tentativas, cá estou novamente, tentando evitar os excessos na alimentação e, religiosamente sofrendo duas horas por dia na academia, pra tentar entrar em forma na operação "ficar-gostosa-em-três-meses", que já está chegando no final da segunda semana. Só faltam mais vinte!

Ter disciplina é difícil, mas as armadilhas psicológicas que o meu estômago e meu cérebro combinam entre si, também não ficam atrás. Nunca fui muito fã de doces, mas desde que iniciei essa batalha contra a balança, tenho tido a impressão de que todos os doces do Acre se uniram contra mim para provar que eu não sou capaz de vencer meu metabolismo preguiçoso. 

Sim, pode ser crise de abstinência, mas também pode ser realmente que eles exalem seu cheiro no supermercado, apesar das embalagens plásticas. Pelo menos foi a impressão que tive sobre um certo marrom glacê que me atraiu no último fim de semana.

A boa notícia é que eu não apenas resisti como também, comprei frutas para comer quando sentisse fome, tudo como mandam os nutricionistas, porém, o fato desanimador, é que elas estão murchando na geladeira por que eu não fico nada empolgada ao olhá-las. Não consigo respeitar as frutas como uma refeição decente, por mais que saiba que elas são.

Como a minha avaliação física também não foi das mais animadoras, eu respiro fundo, encho a cara de "diet shake" e, vou dormir com vontade de uma trufa de chocolate estupidamente calórica, apetitosa e nociva aos meus planos de viver em paz com o espelho. 

terça-feira, 29 de março de 2011

Pri e eu: uma relação de amor é ódio!

Não tem jeito. Podemos passar um feriado inteiro juntas, de pernas pra cima, posso satisfazer todas as suas vontades e, ainda assim, nunca é o suficiente.
Quando chega a segunda-feira, lá está a Pri, pendurada no meu pescoço de novo e, eu com o peso dela nos ombros, vou me arrastando para o trabalho.

Eu gosto dela, de verdade. Ela é a única que me conhece bem o suficiente a ponto de saber que eu detesto acordar cedo, que prefiro almoçar no trabalho para evitar a fadiga do deslocamento e, definitivamente, não existe companhia melhor no mundo para se ter num domingo a tarde.

Mas, o fato é que nossa relação é doentia, muitas vezes me sinto prejudicada...
Por causa dela eu já perdi ônibus, prazos, festas, já levei algumas broncas e serviço para fazer em casa. Quando isso acontece meu amor se transforma em ódio, esqueço os apelidos carinhosos e falo sério:

- Sai de mim, "Priguiça"!

Óbvio que não sou obedecida até por que, ela é surda. Só quando me acompanha até o banheiro e toma um banho frio é que me dá um tempo. Depois disso, fica tudo mais fácil, meu rendimento, em qualquer tarefa melhora tanto que nem vejo que já é hora do almoço!

Ah! O almoço! Só tem um horário em que ela gosta mais de me visitar do que após o almoço, de manhã cedinho quando o celular desperta.
Termino de almoçar e lá vem ela novamente, toda gostosa, com a proposta indecente de me levar para a cama e, o pior pecado é aquele que não produz arrependimento.

Eu sempre vou. Nem faço charme ou banco a difícil. Ela me chama uma vez e caio em tentação, rolamos de um lado para o outro e, lá estou eu, sem culpa, de volta ao círculo vicioso e a esse amor bandido.











sexta-feira, 18 de março de 2011

Alimentando o vício



Em janeiro eu estive na África do Sul. Pois é, eu sei...Nem escrevi sobre isso, mas irei, podem acreditar. Assim que a "Pri" sair de cima de mim, eu conto a experiência.

Eu bem que tentei resistir às tentações do consumismo, mas foi mais forte do que eu. Trouxe algumas frescurinhas para casa o que, claro me deixou mais pobre porém mais feliz por enriquecer a coleção do meu vício - objetos de decoração.

Essas três estatuetas moldadas em ébano (uma madeira nobre) representam nativos de uma tribo africana. Lógicoooo que eu não me lembro o nome da tribo. Sorry...

No detalhe aí ao lado, um dos dois corações que coloquei nos ganchos da cozinha. 
Explico: esses ganchos não estavam aí esperando por uma peça de decoração. Eles eram simplesmente utilitários, já que minha mesa pode ser embutida na parede (e segurada por eles). Agora são úteis de duas maneiras!



E, no meu quarto, coloquei mais uns (três, para ser mais exata) pendurados nas portas do roupeiro, só que esses são sachês de ervas aromáticas, bordados e lindos! E concluindo, meus quadrinhos que não vieram da África, mas que ficaram tudo de bom e de barato!