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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

FREE HUGS



Sempre achei o abraço um dos melhores carinhos, tanto para se ganhar quanto para oferecer. Com certeza não sou a única, pelo menos a  Kathleen Keating, autora do livro  "A terapia do abraço" há de concordar comigo. Na verdade, ela vai além, quando diz que o ato  de abraçar deixa qualquer um mais saudável, mais seguro e feliz.

Em 2004, um australiano desocupado e genial, iniciou uma campanha que em pouco tempo ganhou adeptos em diferentes locais do mundo. Era a Free Hugs Campaign (Campanha dos Abraços Grátis). Se você tiver o trabalho de procurar no youtube talvez descubra que o vídeo é um dos mais acessados do site. Algo em torno de 50 milhões de vezes; esse número de visitantes na página me fez cogitar que as pessoas estão carentes de gestos calorosos, algo que as façam sentir empatia uns pelos outros em meio a essa modernidade, onde o que impera é o medo e a desconfiança. 
  
Não pense que o abraço é apenas para pessoas solitárias. Também não duvide que o efeito dele pode até ajudar a "curar" uma pessoa emocionalmente machucada mas, o abraço por si só tem um valor único que aquece o coração até dos mais durões. Não entrarei no mérito de discutir coisas como "depende de quem seja o abraço". Afinal, cada um precisa saber em que braços está se enfiando!

Recentemente a Malwee lançou uma campanha que faz parte da sua fase " um abraço brasileiro". Colocaram uma batidinha contagiante da Paula Lima que me convida a sair fazendo o mesmo que os entusiastas desprendidos dessa causa, portanto se me encontrar por aí com uma plaquinha ou camiseta estampada de "abraços grátis", não se preocupe, estarei bem intencionada, pronta pra te abraçar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sem a música a vida seria um erro!

" Sans la musique, la vie serait une erreur. Friedrich Nietzsche"


Estive, semana passada em um Concerto. Adoro música clássica e, agora, graças ao meu maninho que optou pela Graduação de Música, tenho a chance de ficar mais perto de pessoas da área e consequentemente mais perto também da música erudita.
Babem de inveja: moro em um Estado onde há um incentivo cultural por parte do atual governo que nos permite ir à espetáculos gratuitos, como esse último que assisti: a orquestra sinfônica do Acre, um pianista maravilhoso e nenhum custo adicional. Luck me!!!

Não estou bem certa sobre em que fase da minha vida eu me viciei em acordes, notas e melodias, mas lembro-me dos meus pais cantando e, me ensinando a cantar aos três, quatro anos de idade e, creio que na ocasião eles não tinham idéia, absolutamente, do bem que estavam me fazendo.

Havia um balanço suspenso por cordas onde eu subia e, o movimento dele era o "play" que me fazia cantar. As músicas fluiam uma após outra na minha mente e, me trasnportavam como ainda fazem até hoje.

Se as canções são alegres imagino-me em uma propaganda de tv, sem som, onde cenas rápidas de pessoas sorridente estão passando. Músicas clássicas me levam para lugares encantados, cheios de fantasias e até quando a melodia é triste, sofro de uma maneira mais poética.

É bem verdade que adquiri um hábito que não tem nenhuma relação com o gesto carinhoso dos meus pais. Quando não estou ouvindo ou cantarolando algo, estou fazendo associações livres e diversas com situações reais do meu cotidiano e letras de músicas que conheço.

Podem parar de balançar a cabeça me reprovando! Eu sei, é um vício bobo mas, cada um com seus problemas.

Penso mesmo que Nietzche estava absolutamente certo quando fez sua célebre afirmação. A vida seria sem graça, um completo engano, uma cagada mesmo...Seria um erro imperdoável sem música.