Sempre achei o abraço um dos melhores carinhos, tanto para se ganhar quanto para oferecer. Com certeza não sou a única, pelo menos a Kathleen Keating, autora do livro "A terapia do abraço" há de concordar comigo. Na verdade, ela vai além, quando diz que o ato de abraçar deixa qualquer um mais saudável, mais seguro e feliz.
Em 2004, um australiano desocupado e genial, iniciou uma campanha que em pouco tempo ganhou adeptos em diferentes locais do mundo. Era a Free Hugs Campaign (Campanha dos Abraços Grátis). Se você tiver o trabalho de procurar no youtube talvez descubra que o vídeo é um dos mais acessados do site. Algo em torno de 50 milhões de vezes; esse número de visitantes na página me fez cogitar que as pessoas estão carentes de gestos calorosos, algo que as façam sentir empatia uns pelos outros em meio a essa modernidade, onde o que impera é o medo e a desconfiança.
Não pense que o abraço é apenas para pessoas solitárias. Também não duvide que o efeito dele pode até ajudar a "curar" uma pessoa emocionalmente machucada mas, o abraço por si só tem um valor único que aquece o coração até dos mais durões. Não entrarei no mérito de discutir coisas como "depende de quem seja o abraço". Afinal, cada um precisa saber em que braços está se enfiando!
Recentemente a Malwee lançou uma campanha que faz parte da sua fase " um abraço brasileiro". Colocaram uma batidinha contagiante da Paula Lima que me convida a sair fazendo o mesmo que os entusiastas desprendidos dessa causa, portanto se me encontrar por aí com uma plaquinha ou camiseta estampada de "abraços grátis", não se preocupe, estarei bem intencionada, pronta pra te abraçar.

